Pobre blog. Jogado às traças! Vou dar uma breve escritinha pra não dizer que eu sou do mal com ele. Vou descrever alguma coisa. É! Vou descrever meu passeio no shopping hoje. Do ponto de vista mais feminino possível! Lá vai!
Primeiro que saímos eu e mamis, devidamente abandonada pelo marido que a trocou pelos carros da F1, para almoçar no restaurante chinês morgado do amigo dela. E eis que, no meio do caminho, mudo de ideia (uma vez que EU era a motorista e tava com todo o poder naquela hora, muaAHAHAHA) e me dirijo a um self service badaladíssimo da cidade, não sem antes ouvir Verinha reclamar (pra variar) que está desarrumada, e depois ouvir a mesma dizer que não devia nada a ninguém e iria almoçar do jeito que estava mesmo (por sinal, tal qual uma favelada, mas eu sou do tipo de pessoa que acredita que estar na moda é pagar as próprias contas, então chinelo havaiano e shortinho surrado não me fazem medo algum). Prestes a chegar ao restaurante, mudo de ideia (indecisa, eu?!). Pensando nos óculos de ciclismo que eu queria comprar há dias (é, virei ciclista!), sugeri: "Mãe, vamos pro Iguatemi"? E ela, não sem antes reclamar, claro: "Vamos, minha filha". E eu só pensava nos meus oclinhos de lente amarela. Sentamos no restaurante depois de 30 minutos procurando uma vaga pro carro ("Estão dando alguma coisa aqui hoje, moço"?) e pedimos nossa comida. As duas esfomeadas, comemos tanto couvert que, na hora do almoço de verdade, nada de fome. Eram as duas bestonas empurrando com o dedo a comida goela abaixo, depois de ter se empanturrado de pão, patê e bolinho de peixe. Achei que meu estômago fosse explodir. Mas eu não ia ser doida de IXTRUIR um prato de lagosta, né? Comi, comi, só faltei lamber o prato!
Depois, nós, 10 kg mais gordas, fomos rolando até a Renner, mangando de todo mundo que passava e comentando a quantidade de pessoas dentro de cada loja que aparecia. Chegando lá, cada uma foi pra um lado. Como acontece comigo em loja de departamento sempre, peguei 10 peças para experimentar e 3 se salvaram. Ou eu sou muito mal feita ou as roupas vestem muito mal. Prefiro acreditar na 2a opção! Peguei também uma cuequinha pra agradar o namoradinho (te amo, gostoso!), experimentei uns batons da Payot e terminei num rosa seco LINDO e me diriji toda serelepe ao caixa. Eis que aparece a véia, que tinha sumido há meia hora, agarrada num BODY DE ONCINHA!! "Mãe, tu vai pra onde com esse maiô de oncinha, pelamorde Cristo"??? "Ô minha filha, isso não é pra sair passeando dentro de casa não, é pra usar debaixo da roupa". ANTES FOSSE PRA FICAR DENTRO DE CASA!!
Aí a véia diz: "Vamos ao BUticário, minha filha". "Ô mãe, não é com U não, é com O"! De praxe, antes de ir ao BUticário, ela ciscou dentro da Meia Sola (a babação das vendedoras é post à parte!), da Cholet e de outras cinco lojas ali. Sem falar nas encostadas de testa nas vitrines parecendo aqueles meninos pedindo moeda no sinal. E, durante todo esse tempo, desde o momento que pedimos a conta do restaurante, eu estava doida pra fazer o número 2. Imagine, leitor, o desespero da pessoa que vos fala. Aliás, da pessoa constipada que vos fala.
- Isabela, vamos ali olhar não sei o quê.
- Ai, mãe, tô doida pra c***r. (em volume baixo, claro)
- Ah, minha filha, você passa dias sem c***r, não vai ser por causa de uma horinha que você vai morrer não.
Eu gosto de mamis porque ela é compreensiva! Ainda bem que meus óculos, enfim, saíram. E ainda descobri que acompanham lentes amarelas, transparentes e espelhadas. Uma coisa bem SUrtida. Parece meu relógio Champion que troca de pulseira. Gosto tanto do bichinho!
Ao chegar em casa, claro que corri pro banheiro. Ô alívio! Mas é certo que a melhor parte foi o saldo: um clog, meus óculos, um batom, as roupinhas da Renner e a cuequinha branca linda do bofe. Como já dizia Coco Chanel: "A moda sai de moda; o estilo, jamais".
À plus!
sábado, 6 de novembro de 2010
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Aah Jeri!
Acho que metade da cidade sabe que eu passei o feriado em Jericoacoara. Eu tava tão desesperadamente empolgada pra sair da mesmice da província que saí falando pra todo mundo que ia viajar pra lá. Pois eu fui sábado e voltei ontem. E foi muito bom. Aliás, foi MARA! Engraçado que na primeira vez que eu fui pra lá eu ODIEI. Tinha 17 anos, fui com a família (blééé!) e um monte de casais, cada um com seu 4x4 (fizemos uma espécie de trilha light), ficamos numa pousada cheeeia de pererecas que, aliás, nem existe mais e ainda por cima tava enlouquecendo de dor de cotovelo. Tipo tinha terminado o namoro de 6 meses, o mais comprido que havia tido até então, dias antes de viajar. E lá eu sofri: juntou tudo isso e meu "amor" por praia, aí deu certo demais. NOT. Pelo menos voltei inteira. E preciso dizer que odiei o local? Nao curti.
Na segunda vez eu já fui munida de artifícios mais legais. Tinha 21 anos e fui com o então namorado e três amigas. Posso dizer que já simpatizei mais. Subimos na duna do por do sol, que eu ainda não conhecia, e fizemos altos passeios off road. Sem falar nas noites regadas a coquetelzinho. Curti. Só não gosto muito de ficar falando sobre essa época em especial porque não foi lá uma das melhores fases da minha vida. Quem me conhece sabe do que eu tô falando. Enfim, foi.
E aí veio a terceira vez: feriado da independência de 2009. Estudante de medicina já. Acompanhada de uma turmona de casais e do namorado mais lindo do mundo (te amo, gostoso!), todo mundo de carro 4x4. Aí teve trilha, que eu particularmente nem curto tanto (confesso que MORRO de medo), teve som alto, teve gente dançando na boquinha da garrafa, teve cerveja muita e, no final, ainda rolou um cai duro pra finalizar. Curti bastante!
Mas, esse ano, no feriado da independência de 2010, eu sei lá o que foi isso. Não sei se eu que tô velha, mas teve um gosto, digamos, diferente essa viagem. Teve gosto de descanso, de paz, de fuga da vida real. E olha que eu tô de férias. Nem tô tão atarefada assim, pra querer sair doida fugindo do mundo. Mas eu precisava ir. E, pela primeira vez, quis ficar lá mais tempo. Sei lá, fugindo do mundo. Morar ali, jamais! Aliás, nem sei como aquele povo todo consegue. Eu sou urbana, sou da cidade, e olha que a província aqui nem é tããão cidade quanto eu gostaria que fosse (Paris, je t'aime!).
Jeri, dessa vez, me encantou de um jeito que nunca havia encantado antes. Parece que eu me permiti me doar mais. Não sei explicar. Mas foi bom. Aai, foi ótimo, mesmo tendo brigado com o namorado por lá. Mas já estamos bem. Em Jeri não tem como não ficar bem.
E, aproveitando a deixa, QUE COMIDA DELICIOSA É AQUELA DE JERI?! Todo mundo sabe que eu amo comer, né? Família Brandão é tudo assim: bom de boca. A padaria que meu pai faz é 70 reais. Neném adooora comprar comida. E aqui todo mundo gordo. Odeio. Ah, mas eu tô de férias, de férias ninguém engorda nada. Em Jeri eu detonei. Destaque pro peixe no molho de camarão do Dona Amélia, pro crepe "da Cris" do Naturalmente, pro nosso strogonoff de camarão (e pra lasanha do Diego, pra picanha do Andrei e pro camarão com abobrinha da Ruana) do Bistrôgonoff, pra pizza do Leonardo da Vinci e pra todos os pães da "padaria que abre 2 horas da manhã". Dessa vez, eu não fui lá. Fiquei frustrada. Acabei dormindo demais e perdi a hora. Bem, mas é preciso se preparar psicologicamente, porque o que tem de gostoso naquela vilinha tem de caro. E, quando encontramos um lugar, digamos, barato, a comida era sem gracíssima. Nem vou dizer o nome do local porque eu acho falta de sacanagem. Mas pergunta depois que eu digo. =]
Na volta, ontem, eu e o bofe paramos pra almoçar em Flexeiras. Outra delícia!! Comemos moqueca de arraia, camarão e lagosta por 28,50, meu povo!! Até agora tô arrotando azeite de dendê. Aai delícia! Tudo bem que a gente tava verde de fome, desde 9 da manhã sem comer nada, e já eram 3 da tarde, mas tava bom mesmo. Lembro do limão que eu espremi na moqueca e dá água na boca. Por sinal, ultimamente meu apetite tá desesperado. Tenho vontade de comer tudo que eu vejo na frente. Até verdura. Tô ficando é doida.
Aah Jeri! VÁ PRA JERI!!! Agora!!! E taí o por do sol só pra não dizer que eu sou ruim:

À plus!
Na segunda vez eu já fui munida de artifícios mais legais. Tinha 21 anos e fui com o então namorado e três amigas. Posso dizer que já simpatizei mais. Subimos na duna do por do sol, que eu ainda não conhecia, e fizemos altos passeios off road. Sem falar nas noites regadas a coquetelzinho. Curti. Só não gosto muito de ficar falando sobre essa época em especial porque não foi lá uma das melhores fases da minha vida. Quem me conhece sabe do que eu tô falando. Enfim, foi.
E aí veio a terceira vez: feriado da independência de 2009. Estudante de medicina já. Acompanhada de uma turmona de casais e do namorado mais lindo do mundo (te amo, gostoso!), todo mundo de carro 4x4. Aí teve trilha, que eu particularmente nem curto tanto (confesso que MORRO de medo), teve som alto, teve gente dançando na boquinha da garrafa, teve cerveja muita e, no final, ainda rolou um cai duro pra finalizar. Curti bastante!
Mas, esse ano, no feriado da independência de 2010, eu sei lá o que foi isso. Não sei se eu que tô velha, mas teve um gosto, digamos, diferente essa viagem. Teve gosto de descanso, de paz, de fuga da vida real. E olha que eu tô de férias. Nem tô tão atarefada assim, pra querer sair doida fugindo do mundo. Mas eu precisava ir. E, pela primeira vez, quis ficar lá mais tempo. Sei lá, fugindo do mundo. Morar ali, jamais! Aliás, nem sei como aquele povo todo consegue. Eu sou urbana, sou da cidade, e olha que a província aqui nem é tããão cidade quanto eu gostaria que fosse (Paris, je t'aime!).
Jeri, dessa vez, me encantou de um jeito que nunca havia encantado antes. Parece que eu me permiti me doar mais. Não sei explicar. Mas foi bom. Aai, foi ótimo, mesmo tendo brigado com o namorado por lá. Mas já estamos bem. Em Jeri não tem como não ficar bem.
E, aproveitando a deixa, QUE COMIDA DELICIOSA É AQUELA DE JERI?! Todo mundo sabe que eu amo comer, né? Família Brandão é tudo assim: bom de boca. A padaria que meu pai faz é 70 reais. Neném adooora comprar comida. E aqui todo mundo gordo. Odeio. Ah, mas eu tô de férias, de férias ninguém engorda nada. Em Jeri eu detonei. Destaque pro peixe no molho de camarão do Dona Amélia, pro crepe "da Cris" do Naturalmente, pro nosso strogonoff de camarão (e pra lasanha do Diego, pra picanha do Andrei e pro camarão com abobrinha da Ruana) do Bistrôgonoff, pra pizza do Leonardo da Vinci e pra todos os pães da "padaria que abre 2 horas da manhã". Dessa vez, eu não fui lá. Fiquei frustrada. Acabei dormindo demais e perdi a hora. Bem, mas é preciso se preparar psicologicamente, porque o que tem de gostoso naquela vilinha tem de caro. E, quando encontramos um lugar, digamos, barato, a comida era sem gracíssima. Nem vou dizer o nome do local porque eu acho falta de sacanagem. Mas pergunta depois que eu digo. =]
Na volta, ontem, eu e o bofe paramos pra almoçar em Flexeiras. Outra delícia!! Comemos moqueca de arraia, camarão e lagosta por 28,50, meu povo!! Até agora tô arrotando azeite de dendê. Aai delícia! Tudo bem que a gente tava verde de fome, desde 9 da manhã sem comer nada, e já eram 3 da tarde, mas tava bom mesmo. Lembro do limão que eu espremi na moqueca e dá água na boca. Por sinal, ultimamente meu apetite tá desesperado. Tenho vontade de comer tudo que eu vejo na frente. Até verdura. Tô ficando é doida.
Aah Jeri! VÁ PRA JERI!!! Agora!!! E taí o por do sol só pra não dizer que eu sou ruim:
À plus!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
A questão
Até que ponto é bom nós sermos nós mesmos e darmos um cotoco aos incomodados? Vocês já tiveram a libertadora sensação de serem vocês mesmos, sem ligar a mínima pras consequências disso, e um belo dia, quando tudo parece caminhar super bem, alguém vem e diz pra você que isso não é nada legal e que só aceita ficar do seu lado se você mudar? Pois isso aconteceu comigo. Aliás, aconteceu várias vezes. A última foi hoje. Tô um caco. E pior que só vou ver a terapeuta daqui a 14 dias.
Mas o assunto principal hoje não é esse! O assunto principal é MEDICINA! Não, eu não fiquei 3 anos mofando na cadeira do cursinho do Ari de Sá à toa... pra tudo há uma razão! E, se eu havia odiado meus primeiros dois plantões no Frotão pela Liga do Trauma, eu simplesmente amei meu plantão do último domingo. Dei a "sorte" de os residentes estarem em greve, então estagiário estava sendo necessário até dizer chega. Mal chegamos, subimos pro centro cirúrgico: minha coleguinha ia auxiliar (sim, de capote e tudo) uma cervicotomia por perfuração por arma branca. Sim, o cabra havia levado uma facada no pescoço. E foi um stress só. Lá pros finalmentes dessa cirurgia, que eu estava assistindo só de esguelha, umas 8 da manhã, eu ainda meio grogue me recuperando do sono de 4 horas, põe a mão no meu ombro um cirurgião baixinho que eu nunca havia visto na vida: "Vamos auxiliar uma laparotomia comigo, doutora"? Na hora, me deu um desespero. Primeiro que achei que não ia haver hora pra terminar. Que ia ser tiro, facada, sangue, morte... e depois que tava com total abuso àquele hospital. Mas não. Mudou a minha concepção de estágio de emergência!
Era uma paciente de 28 anos com suspeita de gravidez ectópica. Leia-se hemorragia intra-abdominal e muita, muita dor. Lavei as mãos, vesti o capote, entrei na cirurgia, passei sonda vesical, auxiliei nos afastamentos e pinçamentos, afastei até o útero da paciente com as minhas mãos! É quente ali dentro!! Foi emocionante! E, no final, ouvi: "Já suturou pele, doutora?" "Já". "Pois termine aí". MEDAAAA!! Ele deu uns pontos, eu terminei. Claro que ficaram horrorosos comparados aos dele. Mas foi tão fácil. Revigorante. Eu precisava daquilo. E, aí, eu e minha coleguinha descemos pra emergência de alma lavada. Nos sentindo as médicas mais poderosas do mundo, mesmo com aquele cheiro de álcool iodado, xixi e sangue, tudo misturado.
Chegamos no hospital às 7 e meia da manhã e saímos de lá às 7 e 15 da noite. Péssimas, cansadas, descabeladas e mal cheirosas. Mas felizes! Missões cumpridas com louvor. Que venham os outros 27 plantões do nosso estágio!!
Casar com a medicina ou com um ser humano? Eis a questão.
Mas o assunto principal hoje não é esse! O assunto principal é MEDICINA! Não, eu não fiquei 3 anos mofando na cadeira do cursinho do Ari de Sá à toa... pra tudo há uma razão! E, se eu havia odiado meus primeiros dois plantões no Frotão pela Liga do Trauma, eu simplesmente amei meu plantão do último domingo. Dei a "sorte" de os residentes estarem em greve, então estagiário estava sendo necessário até dizer chega. Mal chegamos, subimos pro centro cirúrgico: minha coleguinha ia auxiliar (sim, de capote e tudo) uma cervicotomia por perfuração por arma branca. Sim, o cabra havia levado uma facada no pescoço. E foi um stress só. Lá pros finalmentes dessa cirurgia, que eu estava assistindo só de esguelha, umas 8 da manhã, eu ainda meio grogue me recuperando do sono de 4 horas, põe a mão no meu ombro um cirurgião baixinho que eu nunca havia visto na vida: "Vamos auxiliar uma laparotomia comigo, doutora"? Na hora, me deu um desespero. Primeiro que achei que não ia haver hora pra terminar. Que ia ser tiro, facada, sangue, morte... e depois que tava com total abuso àquele hospital. Mas não. Mudou a minha concepção de estágio de emergência!
Era uma paciente de 28 anos com suspeita de gravidez ectópica. Leia-se hemorragia intra-abdominal e muita, muita dor. Lavei as mãos, vesti o capote, entrei na cirurgia, passei sonda vesical, auxiliei nos afastamentos e pinçamentos, afastei até o útero da paciente com as minhas mãos! É quente ali dentro!! Foi emocionante! E, no final, ouvi: "Já suturou pele, doutora?" "Já". "Pois termine aí". MEDAAAA!! Ele deu uns pontos, eu terminei. Claro que ficaram horrorosos comparados aos dele. Mas foi tão fácil. Revigorante. Eu precisava daquilo. E, aí, eu e minha coleguinha descemos pra emergência de alma lavada. Nos sentindo as médicas mais poderosas do mundo, mesmo com aquele cheiro de álcool iodado, xixi e sangue, tudo misturado.
Chegamos no hospital às 7 e meia da manhã e saímos de lá às 7 e 15 da noite. Péssimas, cansadas, descabeladas e mal cheirosas. Mas felizes! Missões cumpridas com louvor. Que venham os outros 27 plantões do nosso estágio!!
Casar com a medicina ou com um ser humano? Eis a questão.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Uma bolsa azul e um gato apaixonado
De volta ao abandonado pobre coitado do meu blog!
Tenho vááárias novidades da última postagem pra cá. Primeiro que eu dei meu primeiro plantão!! Êêê!! Que legaaaal (NOT!)! E, assim, fiz minha primeira sutura (uma testa de um acidentado de moto: couro duro e ruim de anestesiar. Eu mereço!), usei meu primeiro Allstar e tive meu primeiro trauma de médico. Sim, trauma. Não é porque eu sou da liga do trauma que eu ia ter que sair do hospital traumatizada, né? Ai, que péssimo! Enfim, mas foi o que eu senti. Fiquei passada com o fato de os médicos plantonistas daquele hospital estarem POUCO SE LIXANDO pros pacientes. Tá certo que, se esse povo usasse capacete ao passear de moto e o fizesse sóbrio, o movimento ali seria diminuído na metade; mas isso não é motivo pra médico se fazer de doido, pra passar a tarde vendo o jogo do Timão na TV da sala dos médicos, muito menos pra chamar paciente de "filho da p...". Sim, eu VI isso lá. Talvez eu esteja muito "verde" ainda pra encarar a dura realidade de um médico de emergência. Mas, verdade seja dita: mudei a concepção que eu tinha da medicina que salva vidas. Mas também não vou ficar falando sobre isso, senão ninguém bota mais fé em médico, e é claro que eu quero que botem fé em mim um dia. Um dia...
(meu Allstar novinho, sem a mancha de álcool iodado que ganhou no plantão, com participação especial do mais novo apaixonado da casa, o Jacinto)
E, falando em medicina, eu me sinto cada dia mais desprovida de Q.I. Preciso urgentemente entrar na comunidade EMBURRECI NA MEDICINA. Sério. Quanto mais eu estudo, menos eu aprendo. Quase ficava de final em BIOÉTICA!! Pode?! Eu sei que o aprendizado tá intimamente relacionado ao sono, e dormir realmente era algo que eu tava fazendo muito pouco nessas últimas semanas do semestre letivo (sim, férias estão em vias de chegar!!), então eu estou meio que colocando a culpa da leseira no sono, ou na falta dele. Coincidência ou não, depois de 3 dias consecutivos dormindo 8 horas por noite e 2 por tarde, até que a minha capacidade cognitiva deu um up. E eu continuo loira. Ou seja: descarta o viés tinta. Péssimo de novo!
Como a gente tá meio de férias, mas ainda falta a última prova (que é amanhã e todo mundo vai perfumado pra faculdade pra poder bater foto depois), hoje eu estava doida pra fugir de livro (ô novidade!). Pra fazê-lo bem, fui comprar uma bolsa no shopping. Fiquei na maior dúvida, experimentei a vitrine inteira e toda a banda da parede da loja da mulher, pedi pra pegar 5 no estoque e, afinal, escolhi uma azulzinha tom pastel. Paguei 4 reais só de estacionamento. E, ao chegar em casa e testar a pobrezinha no meu espelho, com as minhas roupas e meu olhar crítico, descobri que não estou precisando de bolsa em azul pastel. Qual a roupa que combina com azul pastel?! Não consegui pensar em nenhuma até agora. Só consigo pensar em ir trocar essa bolsa. E lá vou eu de novo pagar 4 reais e botar a loja da mulher abaixo outra vez. E sem vergonha alguma. Já dizia minha mãe: "vergonha é roubar e não poder carregar". Sábia mulher.
E mais: voltei pra terapia. Sem mais delongas, porque enfim isso é íntimo demais pra sair publicando que nem doida, mas eu me sinto tããão bem quando tô na terapia! Já é uma terapia só saber que faço terapia. Que péssimo parte 3, né?! Eu, definitivamente, amo as psicólogas! Vida longa às psicoterapeutas lindas e pacientes, que não assistem ao jogo do Corinthians enquanto as clientes endoidam na sala de espera, roendo unha e arrancando cabelo, e nem as chamam de "filhas da p...", pelo menos não na frente delas. E a minha, acima de tudo, é professora da minha universidade. Tô em casa. Todo mundo deveria fazer terapia.
Outra novidade: meu gato foi flechado pelo Cupido. Apareceu uma gata vira-latas por aqui e ele passa noites e noites na porta de casa berrando por ela. Tomei um susto na primeira vez, achei que estavam estripando o gato vivo. Mas não. Era o grito do amor. Tô pra mandar capar.
Preciso urgentemente estudar! Coragem, amiiiiiga, cadê vc?!
Tenho vááárias novidades da última postagem pra cá. Primeiro que eu dei meu primeiro plantão!! Êêê!! Que legaaaal (NOT!)! E, assim, fiz minha primeira sutura (uma testa de um acidentado de moto: couro duro e ruim de anestesiar. Eu mereço!), usei meu primeiro Allstar e tive meu primeiro trauma de médico. Sim, trauma. Não é porque eu sou da liga do trauma que eu ia ter que sair do hospital traumatizada, né? Ai, que péssimo! Enfim, mas foi o que eu senti. Fiquei passada com o fato de os médicos plantonistas daquele hospital estarem POUCO SE LIXANDO pros pacientes. Tá certo que, se esse povo usasse capacete ao passear de moto e o fizesse sóbrio, o movimento ali seria diminuído na metade; mas isso não é motivo pra médico se fazer de doido, pra passar a tarde vendo o jogo do Timão na TV da sala dos médicos, muito menos pra chamar paciente de "filho da p...". Sim, eu VI isso lá. Talvez eu esteja muito "verde" ainda pra encarar a dura realidade de um médico de emergência. Mas, verdade seja dita: mudei a concepção que eu tinha da medicina que salva vidas. Mas também não vou ficar falando sobre isso, senão ninguém bota mais fé em médico, e é claro que eu quero que botem fé em mim um dia. Um dia...
E, falando em medicina, eu me sinto cada dia mais desprovida de Q.I. Preciso urgentemente entrar na comunidade EMBURRECI NA MEDICINA. Sério. Quanto mais eu estudo, menos eu aprendo. Quase ficava de final em BIOÉTICA!! Pode?! Eu sei que o aprendizado tá intimamente relacionado ao sono, e dormir realmente era algo que eu tava fazendo muito pouco nessas últimas semanas do semestre letivo (sim, férias estão em vias de chegar!!), então eu estou meio que colocando a culpa da leseira no sono, ou na falta dele. Coincidência ou não, depois de 3 dias consecutivos dormindo 8 horas por noite e 2 por tarde, até que a minha capacidade cognitiva deu um up. E eu continuo loira. Ou seja: descarta o viés tinta. Péssimo de novo!
Como a gente tá meio de férias, mas ainda falta a última prova (que é amanhã e todo mundo vai perfumado pra faculdade pra poder bater foto depois), hoje eu estava doida pra fugir de livro (ô novidade!). Pra fazê-lo bem, fui comprar uma bolsa no shopping. Fiquei na maior dúvida, experimentei a vitrine inteira e toda a banda da parede da loja da mulher, pedi pra pegar 5 no estoque e, afinal, escolhi uma azulzinha tom pastel. Paguei 4 reais só de estacionamento. E, ao chegar em casa e testar a pobrezinha no meu espelho, com as minhas roupas e meu olhar crítico, descobri que não estou precisando de bolsa em azul pastel. Qual a roupa que combina com azul pastel?! Não consegui pensar em nenhuma até agora. Só consigo pensar em ir trocar essa bolsa. E lá vou eu de novo pagar 4 reais e botar a loja da mulher abaixo outra vez. E sem vergonha alguma. Já dizia minha mãe: "vergonha é roubar e não poder carregar". Sábia mulher.
E mais: voltei pra terapia. Sem mais delongas, porque enfim isso é íntimo demais pra sair publicando que nem doida, mas eu me sinto tããão bem quando tô na terapia! Já é uma terapia só saber que faço terapia. Que péssimo parte 3, né?! Eu, definitivamente, amo as psicólogas! Vida longa às psicoterapeutas lindas e pacientes, que não assistem ao jogo do Corinthians enquanto as clientes endoidam na sala de espera, roendo unha e arrancando cabelo, e nem as chamam de "filhas da p...", pelo menos não na frente delas. E a minha, acima de tudo, é professora da minha universidade. Tô em casa. Todo mundo deveria fazer terapia.
Outra novidade: meu gato foi flechado pelo Cupido. Apareceu uma gata vira-latas por aqui e ele passa noites e noites na porta de casa berrando por ela. Tomei um susto na primeira vez, achei que estavam estripando o gato vivo. Mas não. Era o grito do amor. Tô pra mandar capar.
Preciso urgentemente estudar! Coragem, amiiiiiga, cadê vc?!
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domingo, 1 de agosto de 2010
Domingo de manhã = ócio = post
Pois é isso mesmo. Tem coisa mais sem graça do que domingo de manhã? Aliás, tem coisa mais sem futuro do que um DOMINGO INTEIRO?!? Sinceramente, domingo só é bom pra macho, que gosta de futebol e de F1, que bebe cerveja, que fica feliz com o mínimo de mongolidade que tá passando na televisão (e admito que isso me causa uma baita de uma inveja!). Eu seria tão mais feliz se um simples Globo Esporte me animasse!
Mas não. Tô num ócio desgraçado, e o pior de tudo é que é preciso muito, mas muito, pra me tirar dele. É aquele tipo de ócio que, mesmo que você pense em fazer aquelas coisas que mais te agradam normalmente, você não se empolga nadinha de nada com elas. Você diz: "MHÉ"! como uma criança que adora brigadeiro olhando pra um prato de feijão com quiabo dentro (ECAAAA! E aquela baba do quiabo, hein?!?). E aí o ócio chama mais ócio. Você quer dormir e não tem sono, porque dormiu até 10 da manhã. Quer ver filme, mas não tem coragem de ir à locadora. Quer sair pra almoçar e conversar besteira, mas tá todo mundo ocupado demais pra sair com você e conversar besteira. Quer bater papo no MSN, mas ninguém de interessante tá on line. E o ócio flui. E ainda tem um detalhe pra deixar tudo ainda mais legal: estou, de novo, vazando sangue pelas "partes". Eu mereço...
Ah, mas eu vou escrever pra espairecer. Primeiro que ontem fui a uma FESTA BREGA! Novidade na minha vida, nunca tinha ido a nenhuma. Calça listrada de cintura alta da mamis, blusinha de gola alta (tudo alto!), make up anos 80, trunfa no cabelo e pérolas, muuuitas pérolas! E aí morri de comer churros, mini pizzas, bolo de brigadeiro e coxinha. Dançamos Chicletão e É o Tchan, com participação do querido Amado Batista (tema da festa, né? Não podia faltar). E fui dormir bebinha 1 da manhã do lado do meu brega preferido, que tirou o cavanhaque e ficou SÓ DE BIGODE pra arrasar na festinha e ainda realizar minha fantasia sexual. Já posso dizer que fui cortejada por um homem de bigode!! Privilégio de poucas pessoas abaixo dos 40 anos...

E ficar no ócio dia de domingo é assim: um saco. Vou ali bater um papo com o papagaio.
Mas não. Tô num ócio desgraçado, e o pior de tudo é que é preciso muito, mas muito, pra me tirar dele. É aquele tipo de ócio que, mesmo que você pense em fazer aquelas coisas que mais te agradam normalmente, você não se empolga nadinha de nada com elas. Você diz: "MHÉ"! como uma criança que adora brigadeiro olhando pra um prato de feijão com quiabo dentro (ECAAAA! E aquela baba do quiabo, hein?!?). E aí o ócio chama mais ócio. Você quer dormir e não tem sono, porque dormiu até 10 da manhã. Quer ver filme, mas não tem coragem de ir à locadora. Quer sair pra almoçar e conversar besteira, mas tá todo mundo ocupado demais pra sair com você e conversar besteira. Quer bater papo no MSN, mas ninguém de interessante tá on line. E o ócio flui. E ainda tem um detalhe pra deixar tudo ainda mais legal: estou, de novo, vazando sangue pelas "partes". Eu mereço...
Ah, mas eu vou escrever pra espairecer. Primeiro que ontem fui a uma FESTA BREGA! Novidade na minha vida, nunca tinha ido a nenhuma. Calça listrada de cintura alta da mamis, blusinha de gola alta (tudo alto!), make up anos 80, trunfa no cabelo e pérolas, muuuitas pérolas! E aí morri de comer churros, mini pizzas, bolo de brigadeiro e coxinha. Dançamos Chicletão e É o Tchan, com participação do querido Amado Batista (tema da festa, né? Não podia faltar). E fui dormir bebinha 1 da manhã do lado do meu brega preferido, que tirou o cavanhaque e ficou SÓ DE BIGODE pra arrasar na festinha e ainda realizar minha fantasia sexual. Já posso dizer que fui cortejada por um homem de bigode!! Privilégio de poucas pessoas abaixo dos 40 anos...
(se é de ser brega, vamo ser! Meu Guaraná Wilson e eu, os mais bregas do pedaço)
E esses dias fui comprar roupa na C&A. Ora, fiz a festa. Precisava esperar pra consertar o relógio (branco, novo, liiiindo!), corri pra lá pra ver se algo se salvava. E não é que dava pro gasto?! Claro, tem q ter um olho bom, porque normalmente as peças ali são de péssima qualidade. E, quando você passa 2 horas diárias lendo blogs de moda e beleza, você fica craque em pegar roupa bonita nas araras das lojas de departamento naquele estilo. Mas não teve jeito: peguei 2 blusas iguais, do mesmo tamanho, mas de cores diferentes, e quando cheguei em casa, uma delas era 2 dedos menor do que a outra em todas as dimensões. Etiquetada errada. Ou eu troco, ou perco 12,90. Tinha que ter uma dessas, né? Lá vou eu voltar pro shopping, pagar 3 reais de estacionamento e trocar uma blusa de alcinha que não vai durar 3 lavagens. Comprar na C&A é assim...E ficar no ócio dia de domingo é assim: um saco. Vou ali bater um papo com o papagaio.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Meu iPhone novo
Primeiro pedi, pedi, pedi. Depois o bicho chegou. Amei. Depois odiei. Aí aprendi a mexer. Amei de novo. Reiniciou sozinho. Odiei de novo. Descobri que o bluetooth dele não funciona. Odiei loucamente. Mas como tudo na vida é baseado no amor e no ódio, preciso admitir que tô amando o brinquedinho.
Eis as fotos recém tiradas com o dito cujo:
(Jacinto todo todo dormindo no meio da bagunça da minha escrivaninha morta de chique)
Eis as fotos recém tiradas com o dito cujo:
Deixando claro que me falta muita, mas muita inspiração pra escrever. Hoje o dia foi de folga, depois de uma prova estressante de reumato. Eu mereço matar horas lendo blogs de beleza!!
E bom Fortal! (Nana, aí vou eu!)
E bom Fortal! (Nana, aí vou eu!)
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Preciso estudar mais
sábado, 3 de julho de 2010
Me revoltei-me!
Não sei se é por causa das fases da Lua, se é porque o Brasil perdeu ontem de virada (ah, mas a Argentina foi junto, e de goleada!), se é porque a vida de vez em quando fica monótona demais ou se porque nós mulheres vivemos à beira de um ataque de nervos mesmo, ou até se por causa de tudo isso junto, mas HOJE EU ESTOU UMA MERDA. Tudo em que eu pus a mão hoje quebrou. Amanheci vazando sangue pela periquita. Faltei aula hoje pra dormir. Preciso estudar Ética Médica (???) pra prova de segunda e não encontro coragem. Ai, tô revoltada. Hoje eu tô revoltada até por ser mulher. E o pior: eu vou reclamar pra quem?! Pra Deus?! Coincidência ou não, recebi por email as toscas fotos de um cara (ou uma mulher) que tem corpo de homem, inclusive tatuado, musculoso e barbudo, e uma bela de uma genitália feminina, inclusive depilada. Será que ele (ou ela) não aguentou mais o desespero de ser mulher e se enfiou hormônios masculinos?!
É, mas como boa mulher, eu sei que isso que eu estou sentindo vai passar, do jeito que esse sangue que sai da gente de 28 em 28 dias também passa. É, e eu sei também que vai voltar, pois o sangue também volta, a não ser que eu engravide (e isso eu não quero tão cedo!). Eu sei, eu realmente sei que eu tenho que agradecer por ser mulher, por ter a dádiva de procriar, por poder carregar um ser no ventre por nove meses, por ter passado por uma quimioterapia, ter só um ovário e ainda menstruar religiosamente, por ser o sexo frágil, tralalá, tralalá. Mas tem dias que eu tô tão brochada, tão revoltada, que vantagem nenhuma em ser mulher passa pela minha cabeça. E não vejo vantagem nenhuma em ter que me relacionar com um homem. Pode parecer lésbico, mas é isso aí mesmo. Outro dia li um livro sobre a mulher francesa e a autora parafraseou alguma escrita de quem eu não lembro o nome: "a gente só aguenta homem porque tem a infelicidade de amá-lo". E eu assino embaixo.
E o mais engraçado é que há alguns dias eu tava ME ACHANDO. Sempre fui de pensar: "se eu não me achar o máximo, quem vai me achar"? E eu me sinto a bala que matou Kennedy mesmo. Eu admito. Principalmente depois que eu passei no vestibular. Só que hoje, hoje em especial eu não sou nem o chumbinho que matou o passarinho da vizinha. Por mais que você chegue pra mim falando que a minha vida é boa, que eu faço o que gosto, que eu não tenho problemas (e eu sei que isso é a verdade), eu não estou com um pingo de saco pra encarar o fato de ver gente hoje. Tô puta. Aliás, nem sei mais o q eu tô. Há 5 minutos era revoltada. Queria apertar um botão e ter meu bom humor de volta. Às vezes eu acho que eu sinto tudo mais do que todo mundo. Que eu sinto mais pena, raiva, ciúme ou medo do que o resto do mundo. Como se tudo que eu sentisse fosse mais intenso, inclusive as revoltas nonsense dos dias em que eu amanheço menstruada. Eu às vezes queria estar na pele de outra pessoa só pra saber como ela se sente. E eu juro que gostaria que essa pessoa fosse um homem. Porque ser mulher, às vezes, só dá dor de cabeça. Será que nós mulheres nunca estamos satisfeitas mesmo, ou isso é um ditado malvado que os homens inventaram para nos fazerem de idiotas?
Além de tudo, mais tarde tem festa de São João da faculdade aqui em casa. Ofereci o quintal pra que o pessoal não tivesse gasto com locação de espaço, mas já escutei TANTO da minha mãe, que eu vou pensar mi vezes antes de ao menos imaginar o quintal da minha casa como lugar de festa de novo. E hoje vai ser puxado. A dona da casa é a última a dormir, sabe como é. Ano passado, dormi no sofá em pleno rolar de festa. Teve até foto. Veremos como eu vou me sair dessa vez. Queria apertar um botão (outro, né?) e ficar embriagada e achar tudo lindo, tudo zen, paz total. Resumindo: queria ser homem.
É, hoje eu tô tudo menos eu. Ou, quem sabe, hoje é q eu tô eu com todas as minhas forças.
Homens, vão todos à merda!
É, mas como boa mulher, eu sei que isso que eu estou sentindo vai passar, do jeito que esse sangue que sai da gente de 28 em 28 dias também passa. É, e eu sei também que vai voltar, pois o sangue também volta, a não ser que eu engravide (e isso eu não quero tão cedo!). Eu sei, eu realmente sei que eu tenho que agradecer por ser mulher, por ter a dádiva de procriar, por poder carregar um ser no ventre por nove meses, por ter passado por uma quimioterapia, ter só um ovário e ainda menstruar religiosamente, por ser o sexo frágil, tralalá, tralalá. Mas tem dias que eu tô tão brochada, tão revoltada, que vantagem nenhuma em ser mulher passa pela minha cabeça. E não vejo vantagem nenhuma em ter que me relacionar com um homem. Pode parecer lésbico, mas é isso aí mesmo. Outro dia li um livro sobre a mulher francesa e a autora parafraseou alguma escrita de quem eu não lembro o nome: "a gente só aguenta homem porque tem a infelicidade de amá-lo". E eu assino embaixo.
E o mais engraçado é que há alguns dias eu tava ME ACHANDO. Sempre fui de pensar: "se eu não me achar o máximo, quem vai me achar"? E eu me sinto a bala que matou Kennedy mesmo. Eu admito. Principalmente depois que eu passei no vestibular. Só que hoje, hoje em especial eu não sou nem o chumbinho que matou o passarinho da vizinha. Por mais que você chegue pra mim falando que a minha vida é boa, que eu faço o que gosto, que eu não tenho problemas (e eu sei que isso é a verdade), eu não estou com um pingo de saco pra encarar o fato de ver gente hoje. Tô puta. Aliás, nem sei mais o q eu tô. Há 5 minutos era revoltada. Queria apertar um botão e ter meu bom humor de volta. Às vezes eu acho que eu sinto tudo mais do que todo mundo. Que eu sinto mais pena, raiva, ciúme ou medo do que o resto do mundo. Como se tudo que eu sentisse fosse mais intenso, inclusive as revoltas nonsense dos dias em que eu amanheço menstruada. Eu às vezes queria estar na pele de outra pessoa só pra saber como ela se sente. E eu juro que gostaria que essa pessoa fosse um homem. Porque ser mulher, às vezes, só dá dor de cabeça. Será que nós mulheres nunca estamos satisfeitas mesmo, ou isso é um ditado malvado que os homens inventaram para nos fazerem de idiotas?
Além de tudo, mais tarde tem festa de São João da faculdade aqui em casa. Ofereci o quintal pra que o pessoal não tivesse gasto com locação de espaço, mas já escutei TANTO da minha mãe, que eu vou pensar mi vezes antes de ao menos imaginar o quintal da minha casa como lugar de festa de novo. E hoje vai ser puxado. A dona da casa é a última a dormir, sabe como é. Ano passado, dormi no sofá em pleno rolar de festa. Teve até foto. Veremos como eu vou me sair dessa vez. Queria apertar um botão (outro, né?) e ficar embriagada e achar tudo lindo, tudo zen, paz total. Resumindo: queria ser homem.
É, hoje eu tô tudo menos eu. Ou, quem sabe, hoje é q eu tô eu com todas as minhas forças.
Homens, vão todos à merda!
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