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domingo, 1 de agosto de 2010

Domingo de manhã = ócio = post

Pois é isso mesmo. Tem coisa mais sem graça do que domingo de manhã? Aliás, tem coisa mais sem futuro do que um DOMINGO INTEIRO?!? Sinceramente, domingo só é bom pra macho, que gosta de futebol e de F1, que bebe cerveja, que fica feliz com o mínimo de mongolidade que tá passando na televisão (e admito que isso me causa uma baita de uma inveja!). Eu seria tão mais feliz se um simples Globo Esporte me animasse!

Mas não. Tô num ócio desgraçado, e o pior de tudo é que é preciso muito, mas muito, pra me tirar dele. É aquele tipo de ócio que, mesmo que você pense em fazer aquelas coisas que mais te agradam normalmente, você não se empolga nadinha de nada com elas. Você diz: "MHÉ"! como uma criança que adora brigadeiro olhando pra um prato de feijão com quiabo dentro (ECAAAA! E aquela baba do quiabo, hein?!?). E aí o ócio chama mais ócio. Você quer dormir e não tem sono, porque dormiu até 10 da manhã. Quer ver filme, mas não tem coragem de ir à locadora. Quer sair pra almoçar e conversar besteira, mas tá todo mundo ocupado demais pra sair com você e conversar besteira. Quer bater papo no MSN, mas ninguém de interessante tá on line. E o ócio flui. E ainda tem um detalhe pra deixar tudo ainda mais legal: estou, de novo, vazando sangue pelas "partes". Eu mereço...

Ah, mas eu vou escrever pra espairecer. Primeiro que ontem fui a uma FESTA BREGA! Novidade na minha vida, nunca tinha ido a nenhuma. Calça listrada
de cintura alta da mamis, blusinha de gola alta (tudo alto!), make up anos 80, trunfa no cabelo e pérolas, muuuitas pérolas! E aí morri de comer churros, mini pizzas, bolo de brigadeiro e coxinha. Dançamos Chicletão e É o Tchan, com participação do querido Amado Batista (tema da festa, né? Não podia faltar). E fui dormir bebinha 1 da manhã do lado do meu brega preferido, que tirou o cavanhaque e ficou SÓ DE BIGODE pra arrasar na festinha e ainda realizar minha fantasia sexual. Já posso dizer que fui cortejada por um homem de bigode!! Privilégio de poucas pessoas abaixo dos 40 anos...


(se é de ser brega, vamo ser! Meu Guaraná Wilson e eu, os mais bregas do pedaço)

E esses dias fui comprar roupa na C&A. Ora, fiz a festa. Precisava esperar pra consertar o relógio (branco, novo, liiiindo!), corri pra lá pra ver se algo se salvava. E não é que dava pro gasto?! Claro, tem q ter um olho bom, porque normalmente as peças ali são de péssima qualidade. E, quando você passa 2 horas diárias lendo blogs de moda e beleza, você fica craque em pegar roupa bonita nas araras das lojas de departamento naquele estilo. Mas não teve jeito: peguei 2 blusas iguais, do mesmo tamanho, mas de cores diferentes, e quando cheguei em casa, uma delas era 2 dedos menor do que a outra em todas as dimensões. Etiquetada errada. Ou eu troco, ou perco 12,90. Tinha que ter uma dessas, né? Lá vou eu voltar pro shopping, pagar 3 reais de estacionamento e trocar uma blusa de alcinha que não vai durar 3 lavagens. Comprar na C&A é assim...

E ficar no ócio dia de domingo é assim: um saco. Vou ali bater um papo com o papagaio.

sábado, 3 de julho de 2010

Me revoltei-me!

Não sei se é por causa das fases da Lua, se é porque o Brasil perdeu ontem de virada (ah, mas a Argentina foi junto, e de goleada!), se é porque a vida de vez em quando fica monótona demais ou se porque nós mulheres vivemos à beira de um ataque de nervos mesmo, ou até se por causa de tudo isso junto, mas HOJE EU ESTOU UMA MERDA. Tudo em que eu pus a mão hoje quebrou. Amanheci vazando sangue pela periquita. Faltei aula hoje pra dormir. Preciso estudar Ética Médica (???) pra prova de segunda e não encontro coragem. Ai, tô revoltada. Hoje eu tô revoltada até por ser mulher. E o pior: eu vou reclamar pra quem?! Pra Deus?! Coincidência ou não, recebi por email as toscas fotos de um cara (ou uma mulher) que tem corpo de homem, inclusive tatuado, musculoso e barbudo, e uma bela de uma genitália feminina, inclusive depilada. Será que ele (ou ela) não aguentou mais o desespero de ser mulher e se enfiou hormônios masculinos?!

É, mas como boa mulher, eu sei que isso que eu estou sentindo vai passar, do jeito que esse sangue que sai da gente de 28 em 28 dias também passa. É, e eu sei também que vai voltar, pois o sangue também volta, a não ser que eu engravide (e isso eu não quero tão cedo!). Eu sei, eu realmente sei que eu tenho que agradecer por ser mulher, por ter a dádiva de procriar, por poder carregar um ser no ventre por nove meses, por ter passado por uma quimioterapia, ter só um ovário e ainda menstruar religiosamente, por ser o sexo frágil, tralalá, tralalá. Mas tem dias que eu tô tão brochada, tão revoltada, que vantagem nenhuma em ser mulher passa pela minha cabeça. E não vejo vantagem nenhuma em ter que me relacionar com um homem. Pode parecer lésbico, mas é isso aí mesmo. Outro dia li um livro sobre a mulher francesa e a autora parafraseou alguma escrita de quem eu não lembro o nome: "a gente só aguenta homem porque tem a infelicidade de amá-lo". E eu assino embaixo.

E o mais engraçado é que há alguns dias eu tava ME ACHANDO. Sempre fui de pensar: "se eu não me achar o máximo, quem vai me achar"? E eu me sinto a bala que matou Kennedy mesmo. Eu admito. Principalmente depois que eu passei no vestibular. Só que hoje, hoje em especial eu não sou nem o chumbinho que matou o passarinho da vizinha. Por mais que você chegue pra mim falando que a minha vida é boa, que eu faço o que gosto, que eu não tenho problemas (e eu sei que isso é a verdade), eu não estou com um pingo de saco pra encarar o fato de ver gente hoje. Tô puta. Aliás, nem sei mais o q eu tô. Há 5 minutos era revoltada. Queria apertar um botão e ter meu bom humor de volta. Às vezes eu acho que eu sinto tudo mais do que todo mundo. Que eu sinto mais pena, raiva, ciúme ou medo do que o resto do mundo. Como se tudo que eu sentisse fosse mais intenso, inclusive as revoltas nonsense dos dias em que eu amanheço menstruada. Eu às vezes queria estar na pele de outra pessoa só pra saber como ela se sente. E eu juro que gostaria que essa pessoa fosse um homem. Porque ser mulher, às vezes, só dá dor de cabeça. Será que nós mulheres nunca estamos satisfeitas mesmo, ou isso é um ditado malvado que os homens inventaram para nos fazerem de idiotas?

Além de tudo, mais tarde tem festa de São João da faculdade aqui em casa. Ofereci o quintal pra que o pessoal não tivesse gasto com locação de espaço, mas já escutei TANTO da minha mãe, que eu vou pensar mi vezes antes de ao menos imaginar o quintal da minha casa como lugar de festa de novo. E hoje vai ser puxado. A dona da casa é a última a dormir, sabe como é. Ano passado, dormi no sofá em pleno rolar de festa. Teve até foto. Veremos como eu vou me sair dessa vez. Queria apertar um botão (outro, né?) e ficar embriagada e achar tudo lindo, tudo zen, paz total. Resumindo: queria ser homem.

É, hoje eu tô tudo menos eu. Ou, quem sabe, hoje é q eu tô eu com todas as minhas forças.

Homens, vão todos à merda!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Vivendo e aprendendo

Registro que hoje aprendi duas coisas:

1) Quando se tem dinheiro e namorado, não se estuda nada;
2) Perder o ticket pago do estacionamento do shopping é uma merda.

Não que eu tenha aprendido por experiência própria, claro.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Madrugueition

1 e 40 da madrugada de segunda pra terça. Não sei o que houve não, mas simplesmente me falta inspiração. Me falta há dias. Blog tá abandonado, coitado. Devo estar feliz demais. Né sempre assim? A gente tá mal e escreve, escreve pra caramba e super bem. Basta ficar bem e esquece de tudo. Só quer saber de ficar bem.

E, sendo assim, vamos me esperar ficar mal de novo. Isto é, se é que eu vou ficar mal, ou se é que eu preciso ficar mal pra escrever. Hum. Tô bem mesmo. Essa semana nem 'doença da semana' eu tive. Ou tive e não tô lembrando? Puta merda. É Alzheimer!

See you guys next time then!

domingo, 9 de maio de 2010

Massacre

Dia das mães com gostinho de cabo de guarda-chuva na boca, ou seja: RESSACA. Aaaai, odeio ter ressaca (mas adooooro uma cervejinha)!!


(mamis e eu com os cabelos ao vento em plena Quinta Avenida, em NY, em maio de 2009)

Tudo por causa de um uisquezinho com guaraná numa festinha de aniversário. E o bicho era Chivas, leia-se 12 anos! E, mesmo assim, Belzinha tá aqui: morta. Começou na volta da festa: eu e o bofe fizemos revezamento de vômitos. Ou seja: a gente encostava o carro de 5 em 5 minutos. Uma vez ele vomitava, uma vez eu. Olha que legal! Já quero brincar disso de novo! (ecat)

Depois que eu cheguei, às 3 da matina, começou um filme ótimo: O MASSACRE DA BILE AMARGA. Eu vomitei litros de bile. Às 7, às 8 e às 9. Consegui dormir de novo, pra levantar às 11 e cometer o amargo erro de sair pro almoço de dia das mães com a minha ilustríssima Veroneida (vulgo Bêra, pois ela normalmente está à "beira"da loucura). Churrascaria. Dor de cabeça. Barulho. Suor frio. Comida. Naúsea. Tudo junto e misturado. Ao primeiro gole de água de coco, corri pro banheiro. O MASSACRE DA BILE AMARGA, parte 2. Voltamos pra casa. Parte 3. E depois fui pra casa da vó. Péssima, mas não podia fazer a desfeita de não ir vê-la, afinal é mãe do meu pai (e meu nome, por sinal, é em homenagem a ela!). 3 da tarde: hora de ir pra casa. Parte 4 ameaçou vir, mas desistiu. Deus é Pai (e, segundo meu amigo mais armorial, lady é Gaga).

E agora estou aqui, tendo recém descoberto que Geisy Arruda lançou a própria grife de vestidos (adivinha a cor predominante na coleção?), amargando uma bela dor de cabeça (eu já gosto de ter dor de cabeça!), referindo dor no corpo caloso, com uma fatia de pão e uma xícara de café na barriga, tudo que consegui que permanecesse no meu estômago durante todo o dia. Vou pensar seriamente antes de beber na véspera do dia das mães do ano que vem.

Coragem, onde é q tu tá, pelamorde?!?